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Texto do Mácleim
O Que Não É, Sendo
AQUI, NO NOSSO BALNEÁRIO SURREAL, COM SUA PERMISSIVIDADE PROVINCIANA, TUDO É POSSÍVEL E AINDA ESTÁ POR SER FEITO.
Se existe uma coisa que tem me trazido aborrecimentos e dividendos que vão além dos olhares enviesados, é essa mania de ter interesse pelo que está errado. E não tem jeito; tal anomalia fica mais evidente à medida que o tempo passa e vou ficando com a sensação de discernimento mais apurada. Para cair na minha rede não precisa, necessariamente, que a o todo esteja errado, basta que a forma como foi feito denuncie o erro. Pronto. Já será o suficiente para me incomodar. E antes que tentem descontextualizar minha argumentação, digo logo que os meus próprios atos também estão sob o crivo dessa ótica. Não sou daqueles para quem os fins justificam todos os meios. Aliás, nesse caso, seria bem mais cômodo ficar quieto e assumir um comportamento de avestruz. Afinal, sou um dos selecionados à atual edição do Projeto MISA Acústico. E que fique bem claro: o erro, em questão, não está no projeto em si. Ele, o erro, foi estabelecido através da utilização do MISA Acústico como veículo para o absurdo.
Pois bem, tendo como justificativa a arrecadação para um pretenso Fundo de Cultura que sequer foi criado, portanto, não existe na forma da lei {de acordo com o site do Ministério da Cultura}, a Secretaria de Cultura do Estado de Alagoas resolveu cobrar ingressos nos shows do Projeto MISA Acústico. Então, a primeira e absolutamente pertinente pergunta a ser feita é: como pode ser arrecadado algo em nome de algo que não existe?
Sim, a partir desta premissa, tudo parece surreal. Porém, não esqueçamos que estamos no balneário das idiossincrasias governamentais e políticas. Portanto, apesar do absurdo original, outros questionamentos podem e devem ser desencadeados pertinentemente. Se não, vejamos: nas leis que instituem e regem os Fundos de Cultura, nos diversos Estados brasileiros, em nenhuma delas encontraremos artigos e incisos que estabeleçam, por exemplo, que os próprios artistas sejam fomentadores dos recursos para os Fundos e muito menos que as entidades governamentais sejam beneficiárias destes.
Alguns Fundos de Cultura, todos estabelecidos em lei, oferecem até contrapartidas aos doadores, na forma da dedução de saldos devedores de impostos. Mas, principalmente, especificam quem pode doar recursos para os Fundos. Nenhum deles prevê que o público fruidor, de qualquer espetáculo, através do respectivo ingresso pago, atue como contribuinte legítimo dos Fundos de Cultura. Mas, aqui, no nosso balneário surreal, com sua permissividade provinciana, tudo é possível e ainda está por vir.
Acho importante esclarecer que, particularmente, desde a reunião para a definição do calendário dos shows do MISA Acústico, portanto, uma semana antes do início do projeto, onde foi posto que, na atual edição, seriam cobrados ingressos, até agora espero a tal reunião proposta para ser debatido esse erro. Aliás, o que gerou protestos imediatos de alguns artistas presentes.
Quem sabe, até o próximo dia 11 de outubro, data da minha apresentação no MISA (?), não se legitima o Fundo de Cultura Estadual, que até poderia ter um ícone da cultura alagoana como homenageado {a Paraíba homenageou Augusto dos Anjos} e, assim, parte deste equívoco seria corrigida. Daí, eu faria o que me cabe fazer enquanto artista, como sempre foi, sem ônus para o público, em mais uma tentativa de formação de platéia, no bom e “velho” estilo MISA Acústico de ser.
www.macleim.com.br
Escrito por Sóstenes Lima às 22h34
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Nota triste

Lamentamos o passamento do músico Ênio, contrabaixista, que esteve conosco convivendo uma parte de seus últimos anos e nos presenteando com seu talento.
Escrito por Sóstenes Lima às 14h24
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VAGAS LIMITADAS!!!!
CURSO
EXPRESSIVIDADE VOCAL NO CANTO:
MELHORE SUA PERFORMANCE E CONQUISTE PLATÉIAS
MINISTRANTE:
Geová Amorim
Fonoaudiólogo- Especialista em Voz
Mestrando em Distúrbios da Comunicação Humana- UNIFESP
Docente do Curso de Fonoaudiologia da UNCISAL
Assessoria para profissionais da voz falada e cantada
PROGRAMA
- Características vocais nos diferentes estilos musicais
- Programa de redução de abusos vocais aplicados a cantores
- Programa de aquecimento e desaquecimento vocal
- Recursos estéticos aplicados ao canto
- Técnicas respiratórias no desenvolvimento da voz cantada
- Recursos vocais que auxiliam a performance de cantores
- Voz cantada na infância
PÚBLICO ALVO:
Cantores, regentes, professores de canto, alunos de canto, fonoaudiólogos.
INFORMAÇÕES:
Local: Auditório da UNCISAL
Data: 20 de setembro de 2008
Horário: 08:00 - 18:00
Investimento: 60,00
Inscrições: Coordenação do Curso de Fonoaudiologia-UNCISAL
Informações: 82-3315-6796 / 82-9381-1687
E-mail: orleis@ig.com.br – geovafono@uol.com.br
Público Alvo: cantores, regentes, professores de canto, fonoaudiólogos
Escrito por Sóstenes Lima às 16h30
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Convite para Exposição
Coletivo de Artistas
A arte contemporânea produzida em Alagoas
Será inaugurada, a partir da próxima quarta-feira, dia 03, às 19h30, a exposição Coletivo de Artistas, que acontece durante o V Seminário sobre o ensino das Artes, no Espaço Cultural da Ufal, em frente à praça Sinimbú - Centro.
O coletivo tem razão de ser. É o ponta-pé inicial para a realização de mais eventos como este, que proporcionem ao público a oportunidade de apreciar variadas manifestações artísticas, dentro de um único espaço. Além de presentear os novos artistas alagoanos com uma oportunidade de inserção na dinâmica cultural alagoana e um conseqüente incentivo a sua produção individual.
A troca de experiências é outro fator positivo, visto que desse intercâmbio cultural, novos projetos e iniciativas devem acontecer. Para a inauguração desse primeiro momento, junto às criações dos artistas visuais Gabriella Cosme (telas de juta com retalhos de tecido), Kelly Baêta (curadoria e foto-poesia), Mirella Oliveira (desenhos e pinturas), Viviani Duarte (fotografia), Thalita Chargel (fotografia) e David Farias (fotos e sucatas de cemitério sobre tela); o público irá conferir a apresentação dos cantores líricos, Natália Motta e Diogo Oliveira, além de Guttemberg Casimiro (saxofone), Felipe Juvino (violino), Yzaias Chico (violão), Jadson Andrade com um recital de poesias próprias e de Fernando Pessoa e uma intervenção cênica sobre a ditadura militar com o ator e dramaturgo David Farias.
Muito se tem falado, hoje em dia, sobre o que se convencionou chamar de arte. Uma das características principais da arte na pós-modernidade é, justamente, essa ampliação do campo artístico. Em essência, o Coletivo de Artistas é uma ocasião onde estarão reunidas as mais diversas representatividades da arte contemporânea em Alagoas.
ONDE: Hall do Espaço Cultural da Ufal, Praça Sinimbú, Centro.
QUANDO: Vernissage na próxima quarta-feira, dia 03, a partir das 19h30.
*A exposição faz parte da programação do V Seminário sobre o Ensino da Arte - Políticas Públicas - Conquistas e Desafios, que acontece de 03 a 06 setembro 2008, no Espaço Cultural.
Mais informações pelo fone: 8871-6496.
Escrito por Sóstenes Lima às 14h56
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AGENDA CULTURAL - SAIBA O QUE E QUANDO ACONTECE EM MACEIÓ - Por EDUARDO PROFFA
QUÊEEEEE? I SARAU LITERÁRIO
QUEEEEEM? ACADEMIA DE LETRAS DE P. DOS ÍNDIOS
QUANNNDO? SÁBADO – 30 de agosto – 17h00
QUANNNTO? De GratÍssss!!!!
OOOOONDE? PRAÇA PÚBLICA – Palmeira dos Índios __________________________________________________________
QUÊEEEEE? PROJETO: AGOSTO PRA TUDO
QUEEEEEM? MR. FREEZE, COITO INTERROMPIDO e
LA POLI & CIA
QUANNNDO? SÁBADO – 30 de agosto – 20h00
QUANNNTO? R$ 6,00
OOOOONDE? VELHO JARDIM – Riacho Doce _______________________________________________________
QUÊEEEEE? 4ª NO ARENA - O MUNDO PARALELO
QUEEEEEM? GRUPO TATRAL DE ALAGOAS
QUANNNDO? QUARTA – 03 de setembro – 19h30
QUANNNTO? R$6,00 E R$3,00 (estudante)
OOOOONDE? Teatro de Arena - Centro _______________________________________________________
QUÊEEEEE? INSTRUMENTAL NO ARENA – I EDIÇÃO
QUEEEEEM? ZAILTON SARMENTO
QUANNNDO? QUINTA – 06 de setembro – 20h00
QUANNNTO? R$10,00 E R$5,00 (estudante)
OOOOONDE? Teatro de Arena - Centro ______________________________________________________________________
QUÊEEEEE?
QUEEEEEM? CARLITO LIMA
QUANNNDO? SEXTA – 05 de setembro – 18h00
QUANNNTO? R$ 25,00
OOOOONDE? Bella Gula – Bistrô - Jatiúca ____________________________________________________
QUÊEEEEE? II FEIRA BENEFICENTE DE LIVROS
QUEEEEEM? Atividades Diversas
QUANNNDO? SÁBADO E DOMINGO –
06 e 07 de setembro das 10 às 21h00
QUANNNTO? VARIÁVEL
OOOOONDE? Salão da Paróquia Nossa Senhora Rosa Mística - R. Gov. Carlos Lacerda, Mangabeiras – Maceió - (3ª transversal à direita da Av. João Davino, – Rua do Salão de Festa Pip-Pop)
________________________________________________
QUÊEEEEE? ANIVERSÁRIO DO QUINTAL CULTURAL
QUEEEEEM? Atividades Diversas
QUANNNDO? SÁBADO – 06 de setembro – 20h00
QUANNNTO? R$ 1,00
OOOOONDE? Rua Sol Nascente nº. 184, Bom Parto. Próximo ao UNICOMPRA CAMBONA. ________________________________________________________________
QUÊEEEEE? VII Tributo a RAUL SEIXAS
QUEEEEEM? CACHORRO URUBU e BEESOUROS
QUANNNDO? SÁBADO – 06 de setembro – 20h00
QUANNNTO? ?????????????????????
OOOOONDE? Iate Clube - Pajuçara ______________________________________________________
QUÊEEEEE? Lançamento de Livro – RETRATOS DA VIDA
QUEEEEEM? CARLITO LIMA
QUANNNDO? DOMINGO – 07 de setembro – 11h00
QUANNNTO? R$ 25,00
OOOOONDE? Barraca Pedra Virada – Ponta Verde
Escrito por Sóstenes Lima às 14h03
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Naldinho em Cabo Verde

Ecos de Alagoas
Música de Naldinho invade o continente Africano
O músico, compositor, pesquisador e arte-educador Naldinho apresenta para o público de Cabo Verde – África, na primeira semana de Setembro, o show Raízes: Traços Contemporâneos. As apresentações musicais fazem parte do Intercâmbio Cultural entre o Estado de Alagoas – Brasil e Cabo Verde – África, articulado por Naldinho e Mario Lucio (músico Caboverdiano).
A iniciativa irá possibilitar a abertura do mercado internacional aos músicos locais e tem como Parceiros o Governo do Estado de Alagoas, Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas, Embaixada do Brasil em Cabo Verde e a Escola PapaLetras Maceió-AL.
Cabo Verde respira a música alagoana na mesma semana em que será inaugurado o Centro de Estudos Brasileiros (CEB). Segundo a embaixadora do Brasil em Cabo Verde, Dr. Maria Dulce Silva, o espaço pretende ser um novo dinamizador das relações culturais entre os dois países.
Serviço:
Naldinho em Cabo Verde - África
- Dia 03/09 na cidade de Praia: Auditório do BCA
- Dia 04/09 na cidade de Mindelo: TBA
- Dia 06/09 na cidade de Sal: Cinema Local.
Escrito por Sóstenes Lima às 13h41
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Texto do Mácleim

Carrapicho Olímpico
Finalmente, a satisfação de não ser mais acordado pelos gritos histéricos do irritante locutor da TV Globo tentando superdimensionar alguns momentos olímpicos pífios.
Pratico minha corridinha diária no que talvez tenha sido, algum dia, uma pista de atletismo do CEAGB, antigo CEPA. Assim, apesar de não ser atleta, me arrisco diariamente a uma contusão pela quantidade de buracos que parecem competir com o mato e os carrapichos que avançam e estreitam a tal pista, denunciando o descaso.
Além do descaso com o patrimônio público, o que choca mesmo é a irresponsabilidade cometida contra crianças e jovens humildes, que poderiam encontrar na prática esportiva um escape, uma válvula de saída, um presente-seta para um futuro capaz de torná-los cidadãos de cabeça erguida. Mas, será que existe o interesse em construirmos um Estado, um país de cidadãos de cabeça erguida? Não é o que parece. Por isso, afinamos, amarelamos nas competições e o nosso fracasso é sempre proporcional à nossa extensão territorial. Mas a gente se satisfaz com isso, não questionamos nada e seguimos com o nosso comportamento bovino.
Nunca se gastou tanto para uma Olimpíada. De uma delegação de 277 atletas, apenas 15 medalhas foram conquistadas. Cada uma delas custou cerca de 53 milhões de reais. Foi só isso o que conseguimos? Não! Conseguimos cair ainda mais na classificação geral, em relação à Olimpíada de Atenas. Quer saber por quê? Então me permita usar também minha parcela de sociologia de ocasião, tão em voga nos veículos de comunicação após cada fracasso olímpico. Pois bem, basta dar uma olhada na tal pista de atletismo do CEAGB e seu entorno. Olhe para a pista esburacada com os jovens descalços e desnutridos, treinando num esforço inglório, literalmente correndo mais riscos do que eu que, pelo menos, tenho um plano de saúde. Olhe, e tente entender qual a lógica dessa realidade.
A comparação, a partir de uma simples observação mais atenta, torna-se inevitável para que cheguemos, aí sim, à lógica dos governantes que desnivelam o que deveria ser preponderantemente nivelado. Olhe para a pista do CEAGB e olhe para os jovens que a utilizam. A ruína e a precariedade de um não combinam com o frescor, vontade e determinação do outro. Ainda mais se um é meta e o outro fim. Por isso, retrocedemos no esporte e fracassamos como país. Por isso, para saber como está a educação em Alagoas basta visitar o CEAGB e suas calçadas cheias de lixo e mato acumulados. Nem é preciso ir às salas de aula, basta ouvir o linguajar e o comportamento dos jovens e saberemos que tipo de educação eles recebem.
Se me fosse pedido fazer um resumo sobre o Brasil na Olimpíada, ou melhor, o desempenho dos atletas brasileiros nos jogos, eu diria que foi exatamente isto: a pista de atletismo esburacada e a piscina vazia, apodrecendo, do CEAGB; a falta de investimentos na base da formação intelectual e esportiva das nossas crianças; o Diego Hypólito caindo de bunda no tablado; a premonição do compositor Assis Valente, lá nos anos 40, com a canção Brasil Pandeiro; a essência positivista, todos por um, de alguns esportes coletivos; a real impossibilidade de medalha da maioria dos atletas que não tiveram a sorte de nascer em berço confortável e carregam a cruz da irresponsabilidade estrutural do poder público, tornando-os reféns das políticas desonestas nos setores básicos da cidadania; o choro {por que será que os atletas brasileiros choram tanto?} no desabafo do judoca negro, que, sem patrocínio sequer para ter uma academia onde pudesse treinar, pedia desculpas ao país por só ter conseguido um quarto lugar, quando o país é que deveria pedir desculpas a ele. E, finalmente, a satisfação de não ser mais acordado pelos gritos histéricos do irritante locutor da TV Globo (nas TVs da minha vizinhança), tentando superdimensionar alguns momentos olímpicos pífios, dignos de um provincianismo que beirava ao ridículo.
Assim, acho melhor não tecer mais qualquer comentário sobre a Olimpíada. Até porque não sou sociólogo de ocasião e concordo com o Diogo Mainardi, quando, sobre os jogos de Atenas, escreveu: ...“os meus atletas preferidos são os que chegam desacreditados aos jogos e, confirmando todos os prognósticos, perdem logo de cara”. Tal afirmativa sempre fará sentido enquanto não mudar esse eterno faz-de-conta brasileiro, esse engodo nacional. Pelo menos, esses atletas não servem à hipocrisia e dividendos políticos.
www.macleim.com.br
Escrito por Sóstenes Lima às 22h56
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Texto do Mácleim

Carrapicho Olímpico
Finalmente, a satisfação de não ser mais acordado pelos gritos estéricos do irritante locutor da TV Globo tentando superdimensionar alguns momentos olímpicos pífios.
Pratico minha corridinha diária no que talvez tenha sido, algum dia, uma pista de atletismo do CEAGB, antigo CEPA. Assim, apesar de não ser atleta, me arrisco diariamente a uma contusão pela quantidade de buracos que parecem competir com o mato e os carrapichos que avançam e estreitam a tal pista, denunciando o descaso.
Além do descaso com o patrimônio público, o que choca mesmo é a irresponsabilidade cometida contra crianças e jovens humildes, que poderiam encontrar na prática esportiva um escape, uma válvula de saída, um presente-seta para um futuro capaz de torná-los cidadãos de cabeça erguida. Mas, será que existe o interesse em construirmos um Estado, um país de cidadãos de cabeça erguida? Não é o que parece. Por isso, afinamos, amarelamos nas competições e o nosso fracasso é sempre proporcional à nossa extensão territorial. Mas a gente se satisfaz com isso, não questionamos nada e seguimos com o nosso comportamento bovino.
Nunca se gastou tanto para uma Olimpíada. De uma delegação de 277 atletas, apenas 15 medalhas foram conquistadas. Cada uma delas custou cerca de 53 milhões de reais. Foi só isso o que conseguimos? Não! Conseguimos cair ainda mais na classificação geral, em relação à Olimpíada de Atenas. Quer saber por quê? Então me permita usar também minha parcela de sociologia de ocasião, tão em voga nos veículos de comunicação após cada fracasso olímpico. Pois bem, basta dar uma olhada na tal pista de atletismo do CEAGB e seu entorno. Olhe para a pista esburacada com os jovens descalços e desnutridos, treinando num esforço inglório, literalmente correndo mais riscos do que eu que, pelo menos, tenho um plano de saúde. Olhe, e tente entender qual a lógica dessa realidade.
A comparação, a partir de uma simples observação mais atenta, torna-se inevitável para que cheguemos, aí sim, à lógica dos governantes que desnivelam o que deveria ser preponderantemente nivelado. Olhe para a pista do CEAGB e olhe para os jovens que a utilizam. A ruína e a precariedade de um não combinam com o frescor, vontade e determinação do outro. Ainda mais se um é meta e o outro fim. Por isso, retrocedemos no esporte e fracassamos como país. Por isso, para saber como está a educação em Alagoas basta visitar o CEAGB e suas calçadas cheias de lixo e mato acumulados. Nem é preciso ir às salas de aula, basta ouvir o linguajar e o comportamento dos jovens e saberemos que tipo de educação eles recebem.
Se me fosse pedido fazer um resumo sobre o Brasil na Olimpíada, ou melhor, o desempenho dos atletas brasileiros nos jogos, eu diria que foi exatamente isto: a pista de atletismo esburacada e a piscina vazia, apodrecendo, do CEAGB; a falta de investimentos na base da formação intelectual e esportiva das nossas crianças; o Diego Hypólito caindo de bunda no tablado; a premonição do compositor Assis Valente, lá nos anos 40, com a canção Brasil Pandeiro; a essência positivista, todos por um, de alguns esportes coletivos; a real impossibilidade de medalha da maioria dos atletas que não tiveram a sorte de nascer em berço confortável e carregam a cruz da irresponsabilidade estrutural do poder público, tornando-os reféns das políticas desonestas nos setores básicos da cidadania; o choro {por que será que os atletas brasileiros choram tanto?} no desabafo do judoca negro, que, sem patrocínio sequer para ter uma academia onde pudesse treinar, pedia desculpas ao país por só ter conseguido um quarto lugar, quando o país é que deveria pedir desculpas a ele. E, finalmente, a satisfação de não ser mais acordado pelos gritos estéricos do irritante locutor da TV Globo (nas TVs da minha vizinhança), tentando superdimensionar alguns momentos olímpicos pífios, dignos de um provincianismo que beirava ao ridículo.
Assim, acho melhor não tecer mais qualquer comentário sobre a Olimpíada. Até porque não sou sociólogo de ocasião e concordo com o Diogo Mainardi, quando, sobre os jogos de Atenas, escreveu: ...“os meus atletas preferidos são os que chegam desacreditados aos jogos e, confirmando todos os prognósticos, perdem logo de cara”. Tal afirmativa sempre fará sentido enquanto não mudar esse eterno faz-de-conta brasileiro, esse engodo nacional. Pelo menos, esses atletas não servem à hipocrisia e dividendos políticos.
www.macleim.com.br
Escrito por Sóstenes Lima às 22h55
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Coluna do Proffa
Citius, Altius e Fortius; ou seria Lentiuns, Baixius e Fraquius?
As Olimpíadas de Pequim acabaram... Melhor, não passaremos mais vergonha.
Quando Prometeu roubou o fogo sagrado de Zeus e entregou aos mortais, ele deu início à forma mais linda de integração mundial. Naquele momento as nações propuseram-se parar com suas diferenças e resolveram promover a paz em busca do ideal olímpico.
Os anos passaram e algumas nações perderam esse espírito, bem como alguns atletas que burlaram as regras para ficarem mais parecidos com os Deuses do Olimpo... Que barbaridade! O Coração do Barão de Coubertin, “deve doer” muito em Olímpia.
E o Brasil? Complicou-se todo com a frase: “O importante não é vencer, mas competir”... Que resultadinho pífio... Um país com esse tamanho continental? Com cerca de 184 milhões de possíveis atletas? E, ainda ficou em 23º lugar, quase 24... Bem, quase um país bun... Concordo, até que “o importante é competir”, porém que seja com mais estrutura, respeito e dignidade.
Na realidade existe outra confusão tupiniquim que afeta todo um contexto histórico, exatamente sobre o lema olímpico... Quando se diz Citius, o brasileiro interpreta: mais rápido a habilidade de embolsar as verbas destinadas à educação, à cultura, ao esporte e à saúde; quando se diz Altius, o brasileiro imagina: mais alto são os índices de analfabetismo, de mortalidade infantil, de descaso com contribuinte e os questionáveis tributos; quando se diz Fortius: o brasileiro conclui: mais forte são os conchavos e o mascaramento para o enriquecimento ilícito por trás de competições esportivas de vultos internacionais.
O descaso com a nação e seus residentes, em prol do benefício próprio deixa o país à míngua... Sem conquistas, sem heróis... Acordando das cinzas o “complexo de vira-lata”.
Precisamos de investimento na base escolar, para que possamos almejar um futuro promissor... Precisamos de políticas concretas para deixarmos o ostracismo... Devemos parar com o “finge que me ensina, que eu finjo que aprendo”... Devemos fazer uma reforma generalizada... E, essa é a partida mais difícil. Quando mentir ou falar a verdade, se temos que vencer a nós mesmos?
(Bom, se pelo menos tirarem o Galvão Bueno do ar será de grande ajuda, kkkk.)
Ficamos aqui pensando o que terá dito o Seu Kreysson, com tamanha incompetência. Talvez, isso: - Ú Basíriu conquistorium maix uma medaria di látria, daix concruímus qui semus ú paix maix lentiuns, maix baixius i maix fraquius du sisteremas soláricus...
É! Quem sabe um dia?
Um forte abraço e Viva a Villa Caeté!
Maceió, 28 de agosto de 2008.
Eduardo Proffa
(Morador da Villa)
eduardoproffa@yahoo.com.br
Escrito por Sóstenes Lima às 11h51
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Senhora dos Prazeres
Senhora dos Prazeres
No próximo dia 27, deste mês de agosto, será celebrada a festa de Nossa Senhora dos Prazeres, padroeira de Maceió. A imagem da santa apareceu, pela primeira vez, sobre uma fonte em Alcântara (Portugal), na Quinta dos Condes da Ilha. A partir de então essa fonte foi chamada de santa porque sua água passou a curar várias enfermidades. Nossa Senhora dos Prazeres é a mesma Nossa Senhora das Sete Alegrias, devoção de origem franciscana. A imagem é representada tendo em suas mãos o menino Jesus e, em volta de seus pés, sete cabeças aladas de anjos, simbolizando suas sete grandes alegrias. As maiores alegrias, ou os maiores prazeres de Nossa Senhora, foram enumerados por um noviço franciscano e são os seguintes: a anunciação do anjo; a visita à sua prima Isabel; o nascimento de Jesus; a visita dos Reis Magos; o encontro de Jesus no templo; a ressurreição de Jesus e, finalmente, a sua coroação no céu.
Já deu para perceber que acabo de poupar uma visita ao google. Pois bem, ainda, prazerosamente, compartilhando os meus recentes conhecimentos, saberemos que: no Brasil, além de Maceió (o aquário), Nossa Senhora dos Prazeres é padroeira de Lages (SC), do Estado do Espírito Santo e do Santuário de Nossa Senhora da Penha (Vila Velha). Existem igrejas dedicadas a ela em Minas Gerais (Diamantina e Lavras Novas) e em São Paulo (Piracicaba). Porém, o templo mais famoso fica aqui pertinho, ao nosso lado, em Recife, nos Montes Guararapes e foi reformado pelos Monges Beneditinos em 1782.
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